Déficit dos EUA chega a US$ 1,99 trilhão no ano fiscal de 2026
As contas públicas dos Estados Unidos fecharam o ano fiscal de 2026 com déficit de US$ 1,99 trilhão, alta de US$ 217 bilhões em relação ao período anterior. O dado, divulgado pelo Departamento do Tesouro, representa o maior resultado negativo em cinco anos e o terceiro maior da série histórica do país. O ano fiscal terminou em 30 de setembro.
O déficit ocorre quando as despesas do governo superam as receitas. Em 2026, os gastos chegaram a US$ 7,40 trilhões, aumento de 6% sobre o ano anterior. A arrecadação também alcançou recorde, com US$ 5,40 trilhões, mas avançou 3%, ritmo menor que o das despesas. A diferença entre os dois movimentos ampliou o saldo negativo.
Uma pressão importante veio do serviço da dívida, que reúne juros e outros custos de financiamento. Essa despesa somou US$ 1,36 trilhão, aumento de 12% ou US$ 144 bilhões. O serviço da dívida tornou-se a terceira maior categoria de gastos federais, atrás da Previdência Social e dos programas Medicare e Medicaid, voltados a serviços de saúde.
Os reembolsos a importadores também afetaram a receita. Depois que a Suprema Corte derrubou parte das tarifas impostas pelo governo, o Tesouro teve de devolver valores. Segundo a Reuters, os pagamentos somaram US$ 145 bilhões no ano fiscal. A receita líquida com tarifas caiu 11%, para cerca de US$ 173 bilhões.
O déficit correspondeu a 6,2% do Produto Interno Bruto, ante 5,8% em 2025. Em 2021, durante a resposta à pandemia de Covid-19, o saldo negativo havia chegado a US$ 2,77 trilhões. A comparação mostra que o resultado atual é elevado, embora ainda abaixo daquele pico extraordinário. Os dados refletem a combinação de despesas recordes, custo maior da dívida e ajustes na arrecadação tarifária.
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