Datafolha projeta Lula e Flávio no 2º turno em 25 de outubro

O Datafolha projetou neste domingo (4) um segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026. A nova votação está prevista para 25 de outubro. A projeção foi divulgada durante a contagem dos votos e não deve ser confundida com o encerramento oficial da totalização pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na atualização das 20h51min28s consultada pelo Bastidor Brasil no portal oficial do tribunal, 95,01% das seções estavam totalizadas. Flávio aparecia com 47,63% dos votos válidos, correspondentes a 53.867.670 votos. Lula tinha 44,45%, ou 50.267.135 votos. Esses números registram aquele momento da apuração; as próximas atualizações podem alterar votos e percentuais.
O que a apuração mostrava
O quadro nacional reunia ainda Augusto Cury (Avante), com 2,92%; Renan Santos (Missão), com 2,28%; Ronaldo Caiado (PSD), com 2,22%; e Romeu Zema (Novo), com 0,28%, no mesmo recorte. O portal permite acompanhar cada candidatura e consultar a distribuição dos resultados por localidade. A informação nacional, porém, é a referência para a definição da Presidência.
A reportagem da Reuters publicada pelo UOL às 19h20 já registrava a projeção do Datafolha. Naquele recorte anterior, havia 64,81% das seções apuradas, com Flávio em 49,58% e Lula em 42,25%. A diferença entre os dois retratos ilustra por que é necessário observar a hora de atualização antes de comparar imagens, manchetes ou mensagens sobre a contagem.
O avanço da totalização incorpora votos de localidades que podem ter distribuições diferentes entre os candidatos. Um percentual exibido no começo da noite não é uma estimativa fixa do resultado final. Tampouco deve ser apresentado como pesquisa de intenção de voto: os painéis de apuração trabalham com votos registrados e recebidos pela Justiça Eleitoral.
Por que a disputa pode ter nova rodada
Para vencer a eleição presidencial no primeiro turno, uma candidatura precisa obter mais da metade dos votos válidos. Brancos e nulos ficam fora dessa conta. Se nenhuma chapa alcançar a maioria absoluta, a disputa passa aos dois nomes mais votados, conforme explica o TSE sobre o sistema majoritário aplicado à Presidência.
O calendário oficial reserva 25 de outubro para o segundo turno, onde houver. A data vale também para governos estaduais e do Distrito Federal que não tenham a disputa resolvida na primeira votação. A necessidade de outra rodada é definida separadamente em cada eleição; uma disputa estadual encerrada não determina o desfecho da corrida nacional.
Também é preciso distinguir a projeção jornalística da declaração formal da Justiça Eleitoral. A primeira é uma análise da tendência da contagem. A segunda pertence ao processo oficial de totalização e proclamação. Nesta reportagem, a ida de Lula e Flávio à nova rodada é atribuída expressamente à projeção divulgada pelo Datafolha.
O que observar daqui em diante
Caso o confronto entre os dois seja confirmado pela Justiça Eleitoral, os eleitores terão uma escolha direta entre as chapas classificadas. Os votos dados a outras candidaturas no primeiro turno não são transferidos automaticamente. Cada pessoa faz uma nova escolha na urna, inclusive quando partidos ou lideranças anunciam apoio a um dos concorrentes.
Por isso, eventuais declarações de apoio precisam ser lidas como posições políticas de quem as anuncia. Elas não equivalem a uma soma antecipada de votos. Acompanhar os compromissos assumidos pelos candidatos, as propostas apresentadas e as informações oficiais ajuda a avaliar a nova etapa sem tratar negociações de campanha como resultado eleitoral.
O resultado atualizado pode ser conferido no portal Resultados do TSE. Ao consultar um painel, verifique o cargo, a abrangência nacional e a porcentagem de seções totalizadas. Os percentuais desta matéria têm como referência a consulta das 20h51 deste domingo e permanecem identificados como parciais.
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