Confiança da indústria sobe em outubro, mas segue abaixo de 50 pontos

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), subiu em outubro, mas continua abaixo dos 50 pontos, linha que separa confiança de falta de confiança. Com isso, a indústria brasileira completa 22 meses consecutivos sem confiança, segundo a Agência Brasil.
Expectativas melhoram
O avanço foi puxado pela melhora das expectativas dos empresários para os próximos seis meses. O Índice de Expectativas subiu 2,1 pontos em outubro e chegou a 49,3 pontos. O resultado se aproxima da linha dos 50 pontos e indica menos pessimismo para os próximos 180 dias. Ainda assim, permanece abaixo do patamar que indica confiança.
O indicador considera as perspectivas das próprias empresas e da economia brasileira.
Condições atuais pioram
Na direção oposta, o Índice de Condições Atuais recuou 0,2 ponto e passou para 40 pontos, o menor valor desde julho de 2020, em plena pandemia de covid-19. A queda foi influenciada principalmente pela avaliação negativa dos empresários sobre a situação de suas próprias empresas.
Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o patamar é explicado por vários fatores. Alguns vêm de algum tempo, como a queda da demanda por produtos industriais, mas outros, mais recentes, agravaram o quadro. A CNI também destacou que os custos elevados pressionam a saúde financeira das empresas, em um cenário de incertezas internacionais.
Como a pesquisa é feita
O levantamento foi realizado entre 1º e 7 de outubro, com 1.103 empresas industriais de diferentes portes em todo o país: 456 pequenas, 414 médias e 233 grandes. O Icei reúne a percepção dos empresários sobre a situação atual da indústria e as perspectivas para os seis meses seguintes. Resultados abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança no setor.
Na prática, o dado mostra um setor que espera melhora, mas ainda não a sente no dia a dia. Como é um índice de percepção, ele não mede diretamente produção, emprego ou vendas, que são acompanhados por outros indicadores, e pode mudar de um mês para o outro. Vale observar, nos próximos meses, se a melhora das expectativas se converte em recuperação das condições atuais.
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