Mundo

Colômbia tem protestos contra o governo de De la Espriella

Sindicatos, estudantes e indígenas foram às ruas em seis cidades; decreto sobre atuação policial em manifestações foi o estopim, mas pauta inclui custo de vida.
Compartilhe:
Redação Bastidor Brasil
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 16:45 · 2 min de leitura
Colômbia tem protestos contra o governo de De la Espriella
Foto: Javierleiva / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) — imagem ilustrativa

Milhares de pessoas participaram de protestos contra o governo do presidente colombiano Abelardo de la Espriella em Bogotá, Cali, Medellín, Bucaramanga, Pereira e Riohacha, segundo a Agência Brasil. É a primeira grande manifestação contra o Executivo, dois meses depois do início da gestão.

Quem foi às ruas

A convocação reuniu sindicatos, coletivos estudantis, centrais sindicais e o Conselho Regional Indígena do Cauca (CRIC). Os manifestantes expressaram rejeição à agenda econômica e de segurança do presidente, ao aumento do custo de vida, à escalada da violência, ao que chamam de retrocesso de conquistas sociais e a tentativas de coibir o direito ao protesto. Em Bogotá, era esperada a presença do ex-presidente Gustavo Petro e de lideranças progressistas.

Os organizadores enfatizaram o caráter pacífico dos atos, em resposta a alegações difundidas pela Casa de Nariño, sede do governo, que buscam deslegitimar as reivindicações.

O decreto que acirrou os ânimos

O estopim foi o Decreto 1525, assinado por De la Espriella. A norma estabelece regras para a atuação das forças de segurança em manifestações e autoriza as autoridades a dispersá-las diante de distúrbios graves. Os governos locais responderam com ampla presença de agentes nas principais cidades. A oposição interpretou o aparato como uma tentativa de reprimir de antemão o direito de manifestação.

O descontentamento, porém, vai além do decreto. Os setores mobilizados questionam o conjunto das primeiras decisões do presidente e o acusam de desmontar conquistas sociais e de encarecer a vida da maioria.

As pautas de cada grupo

A Federação Colombiana de Educadores (Fecode) defendeu a educação pública e a saúde dos professores, e cobrou a reconstrução da infraestrutura escolar afetada por emergências anteriores, como o terremoto e as réplicas no Vale do Cauca. A entidade também denunciou a estigmatização do sindicalismo docente.

Comunidades indígenas e camponesas rejeitaram megaprojetos e medidas econômicas que, segundo elas, ameaçam seus territórios. O CRIC alertou que a administração busca minar a autonomia de suas organizações.

As informações sobre motivações e acusações vêm dos organizadores e da oposição. A Casa de Nariño, segundo a reportagem, havia difundido alegações para deslegitimar as reivindicações, o que os organizadores contestam. Não havia balanço oficial de participantes no momento da publicação.

Fontes consultadas
Compartilhar: WhatsApp Facebook X Telegram

Leia também

O resumo do dia, no seu e-mail

Uma mensagem por dia com o que importa. Sem spam, e dá pra sair quando quiser.

Este site usa cookies para medir audiência e exibir publicidade. Ao continuar, você concorda. Saiba mais.