Coligação de Paes pede busca em gráfica por panfletos com os números 13 e 22

A coligação de Eduardo Paes (PSD) apresentou à 188ª Zona Eleitoral um pedido de busca e apreensão na sede da EDG Editora Gráfica Ltda., sediada em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, por causa de panfletos que, segundo a representação, associam o nome do candidato a números que não correspondem à sua candidatura. A petição cita também o candidato Douglas Ruas.
Além da busca, a coligação pede perícia nos equipamentos digitais que teriam sido usados na produção dos materiais. Paes concorreu ao governo do estado pelo PSD com o número 55.
Um dos panfletos descritos na petição traz, de um lado, a associação "Eduardo Paes governador e Lula presidente", seguida da indicação "Lula é 13". Do outro lado aparece "Douglas Ruas governador e Flávio Bolsonaro presidente", acompanhada da inscrição "Bolsonaro é 22". A representação cita ainda santinhos em que a foto e o nome de Paes aparecem associados ao número 22, que corresponde à candidatura de Ruas. Segundo o documento, materiais desse tipo foram encontrados em vias públicas e nas proximidades de locais de votação.
A coligação relaciona os panfletos a um levantamento baseado nos Registros Digitais de Voto das urnas eletrônicas. Segundo os dados citados na petição, 204.309 eleitores digitaram o número 13 para governador no primeiro turno e tiveram o voto registrado como nulo — cerca de 30% dos votos nulos registrados em combinações numéricas específicas.
O documento afirma que um dos materiais questionados teve tiragem declarada de 100 mil unidades e foi produzido pela EDG Editora Gráfica, com identificação formal de responsabilidade da Coligação Rio Real e do candidato Douglas Ruas.
Segundo a coligação, o objetivo da medida é permitir uma perícia digital capaz de identificar arquivos, ordens de serviço, históricos de produção, responsáveis pela aprovação das artes, contratantes e registros de distribuição dos materiais.
A representação pede também que a Justiça proíba a produção, reprodução, distribuição e divulgação dos panfletos questionados, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, e solicita o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral para apuração de possíveis crimes eleitorais.
A campanha de Douglas Ruas e a EDG Editora Gráfica foram procuradas para comentar as acusações e os pedidos apresentados à Justiça Eleitoral, e não houve manifestação até a publicação desta reportagem.
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