Chuva recorde de setembro tira o Cantareira do alerta

O Sistema Cantareira passou a operar na faixa de atenção depois das chuvas recordes de setembro. O ano vinha sendo preocupante: no fim de agosto, o volume útil armazenado estava em 32,99%, nível considerado de alerta.
O que muda na prática
Com o reservatório na nova faixa, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo autorizaram a Sabesp a retirar até 31 metros cúbicos por segundo do sistema.
Quem decide isso, e com que critério
ANA e SP Águas acompanham diariamente níveis, vazões e armazenamento. A regra vem da Resolução Conjunta nº 925/2017, elaborada logo após a crise hídrica de 2014 e 2015.
Ela estabelece que a captação de água do Cantareira fique condicionada ao nível de armazenamento observado no último dia de cada mês — ou seja, a autorização é revista todo mês, para cima ou para baixo.
Por que isso importa
O Cantareira abastece parte da região metropolitana de São Paulo. Foi o sistema no centro da crise de 2014, quando o volume chegou ao chamado volume morto.