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Character.ai pede proteção contra falência e busca comprador

Serviço continua funcionando durante a venda; oferta inicial da Disney trata de ativos e licença, sem compra concluída da empresa.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 13:55 · 2 min de leitura
Character.ai pede proteção contra falência e busca comprador
Foto: Colin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) (imagem ilustrativa)

A Character.ai pediu proteção contra falência nos Estados Unidos e iniciou um processo de venda de ativos sob supervisão judicial. Segundo o Tecnoblog, a plataforma continuará operando durante as negociações, mas poderá ser encerrada se não surgir uma proposta capaz de sustentar o serviço.

A Disney apresentou uma oferta inicial de US$ 20 milhões. Esse valor não representa uma compra da empresa já concluída nem garante, por si só, a continuidade do aplicativo.

Proposta tem alcance específico

O acordo citado envolve a Disney Worldwide Services e uma licença perpétua, não exclusiva, de determinadas propriedades intelectuais. O comunicado não identifica todas as tecnologias incluídas.

A proposta serve como referência inicial no processo e pode ser superada por outros interessados. A documentação judicial mencionada na reportagem informa passivos estimados entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões.

A Character.ai declarou enfrentar dificuldades jurídicas, regulatórias e operacionais. A descrição dessas dificuldades é da própria empresa, enquanto a definição sobre os ativos depende do andamento da venda.

Aplicativo segue disponível

As assinaturas permanecem ativas e a cobrança não foi alterada no anúncio consultado. A empresa afirma que avisará os usuários se houver mudanças que afetem os recursos pagos.

A expectativa divulgada é concluir a venda no fim de novembro ou no início de dezembro. Trata-se de uma previsão para o processo, não de uma data fixada para desligar a plataforma.

A companhia e a Disney tiveram uma disputa anterior sobre chatbots que utilizavam personagens sem autorização. Esse histórico faz parte da relação entre as empresas, mas não transforma a oferta atual em uma solução definitiva para todos os conflitos.

O serviço também passou por discussões sobre proteção de menores e tratamento de dados. A venda de ativos e a operação cotidiana são frentes distintas, com questões que precisam continuar sendo acompanhadas.

Para o usuário, a informação confirmada é que o aplicativo segue em funcionamento durante as negociações. O encerramento foi apresentado como possibilidade condicionada ao resultado, e não como uma decisão de desligamento já executada.

Fontes consultadas
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