Calderano encara alemão nesta quinta pelas oitavas do China Smash

Hugo Calderano enfrenta o alemão Franziska nesta quinta-feira pelas oitavas de final do China Smash, em Pequim. Número 6 do mundo, o brasileiro chegou a esta fase sem perder um set sequer.
O caminho até aqui
Na terça-feira (6), Calderano superou o sul-coreano Na Jaehyun, 37º do ranking, por 3 sets a 0 — parciais de 11/5, 11/9 e 12/10. O placar do terceiro set mostra que a vitória não foi tão tranquila quanto o resultado sugere.
Na estreia, no domingo (4), ele já havia despachado outro alemão, Dimitri Ovtcharov, 19º colocado, também por 3 a 0.
O adversário desta quinta, Franziska, classificou-se às oitavas ao eliminar o qualifier chinês Yan Licen por 3 sets a 1 (4/11, 11/7, 11/4 e 11/5) — ou seja, chega depois de ter perdido o primeiro set e virado a partida.
Calderano está empenhado em superar a campanha que fez em Pequim no ano passado, quando parou nas quartas de final.
A queda nas duplas mistas
Nem tudo saiu bem para o brasileiro no torneio. Ao lado da paulista Bruna Takahashi, terceira no ranking mundial, ele caiu logo na primeira rodada das duplas mistas.
A batalha durou cinco sets e quase 40 minutos. Os brasileiros foram superados por 3 sets a 2 pelos romenos Eduard Ionescu e Bernadette Szocs, com parciais de 11/9, 8/11, 11/9, 3/11 e 11/8.
Foi um resultado fora da curva para a dupla. Nesta temporada, a parceria apelidada de "Calderashi" foi campeã do Singapore Smash, levou o bronze no US Smash, em Los Angeles, e ficou com o vice-campeonato no WTT Contender de São José dos Campos, em São Paulo.
O que está em jogo num Smash
Os torneios da série Smash são o topo do circuito mundial de tênis de mesa, equivalentes aos grandes torneios de outras modalidades: distribuem a maior pontuação do ranking e reúnem praticamente todos os melhores do mundo.
Por isso cada rodada vencida ali pesa mais do que em eventos menores — e é também por isso que avançar na China, em casa do país que domina a modalidade há décadas, tem valor simbólico adicional.
Calderano é o brasileiro que foi mais longe no tênis de mesa mundial e segue como principal nome do país na modalidade. Manter-se entre os dez primeiros do ranking exige resultados consistentes justamente nesses torneios de maior pontuação.
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