Política

Brasil leva 158,7 milhões de eleitores às urnas neste domingo

Eleição de 4 de outubro define representantes do Executivo e do Legislativo, com duas escolhas para o Senado em cada estado.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 4 de outubro de 2026 às 14:48 · 3 min de leitura
Brasil leva 158,7 milhões de eleitores às urnas neste domingo
Paulo Pinto/Agência Brasil

O primeiro turno das eleições gerais de 2026 mobiliza neste domingo, 4 de outubro, 158.745.463 brasileiros aptos a votar. O número divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral representa crescimento de 1,46% em relação a 2022. Nas seções eleitorais do país, a jornada vai das 8h às 17h, seguindo o horário de Brasília.

A dimensão do eleitorado vem acompanhada de uma particularidade que merece atenção: neste ano, o eleitor faz duas escolhas para o Senado. São seis etapas na urna para quem participa da votação completa no Brasil. No exterior, a escolha é restrita à Presidência da República.

O que está em disputa

O pleito reúne as disputas para presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Presidente e governador são eleitos junto com seus respectivos vices. Para o Legislativo, cada votação corresponde a uma representação diferente, sem substituir a escolha feita para outro cargo.

A renovação de dois terços do Senado coloca duas vagas em disputa por unidade da Federação. Por isso, a urna apresenta duas etapas para senador, e os candidatos escolhidos devem ser diferentes. A anotação prévia dos números ajuda a distinguir essas escolhas das demais.

As eleições para presidente e governador podem ter segundo turno, marcado para 25 de outubro. Essa segunda votação depende do resultado do primeiro turno. A data prevista no calendário não significa que todos os estados terão uma nova disputa pelo governo.

Como organizar as escolhas

A sequência começa por deputado federal, com quatro dígitos. Depois vêm deputado estadual ou distrital, com cinco; primeiro e segundo senador, com três dígitos em cada etapa; governador, com dois; e presidente, também com dois.

Antes de confirmar, vale conferir a identificação que aparece na tela. Se o número digitado não corresponde à escolha pretendida, a tecla Corrige permite refazer a entrada antes da confirmação. Uma anotação em papel pode acompanhar o eleitor na cabine; o celular não pode ser utilizado nesse espaço.

O TSE recomenda consultar antecipadamente o endereço da seção. O local em que a pessoa votou na eleição anterior pode não ser o mesmo neste ano. A consulta deve ser feita pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral, evitando depender apenas da memória ou de mensagens compartilhadas em grupos.

Um eleitorado maior

Segundo os dados da Justiça Eleitoral, 141.321.493 pessoas têm biometria cadastrada, equivalentes a 89,01% do eleitorado. A identificação biométrica é uma etapa do atendimento; a escolha dos candidatos ocorre individualmente na cabine, com preservação do sigilo.

Há também participação de adolescentes: cerca de 605,8 mil eleitores têm 16 anos e pouco mais de 1 milhão têm 17. Para essas faixas etárias, o voto é facultativo. O total nacional reúne tanto quem tem obrigação de votar quanto quem pode exercer essa opção.

As escolhas para Câmara e assembleias seguem uma lógica diferente da disputa presidencial. Nas eleições proporcionais, os votos também participam da composição da representação dos partidos e federações. Por isso, a votação de um deputado não deve ser interpretada com a mesma regra de vencedor aplicada à Presidência.

O manual do eleitor distingue ainda o voto válido das opções em branco e nula. Essas opções não são transferidas ao candidato que lidera a disputa. A conferência de nomes e números na tela ajuda a garantir que o registro expresse a decisão pessoal. Em uma eleição com várias etapas, terminar um voto não encerra automaticamente os demais: é preciso acompanhar cada cargo até a indicação final da urna.

A apuração acontece após o encerramento da votação. Até a divulgação dos resultados oficiais, expectativas e pesquisas não equivalem a votos contabilizados. O acompanhamento deve considerar o cargo, a unidade da Federação e a evolução da totalização informada pela Justiça Eleitoral.

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