Bolívia prende procurador-geral que investigava caso Cerimedo

A Bolívia prendeu o procurador-geral Roger Mariaca, que investigava o caso Fernando Cerimedo. Até a manhã desta quinta-feira (1º), outras 13 autoridades haviam sido presas sob acusações de tráfico de drogas e organização criminosa — entre elas o ex-ministro Eduardo Del Castillo e o procurador do departamento de Santa Cruz.
Quem é o investigado
Ex-assessor dos presidentes Rodrigo Paz, da Bolívia, e Javier Milei, da Argentina, Cerimedo é ligado a grupos de direita na América Latina apoiados por Donald Trump. No Brasil, ficou conhecido em 2022 ao participar da campanha para desacreditar o sistema eleitoral.
A ligação com os vistos cassados
Mariaca e o outro procurador preso estavam na lista de bolivianos que tiveram o visto para os Estados Unidos revogado pela administração Trump na segunda-feira (28). Ambos foram acusados por Washington de corrupção ou narcotráfico, sem que fossem apresentadas provas.
A denúncia do próprio Ministério Público
Após as prisões, uma transmissão ao vivo nas redes do Ministério Público boliviano denunciou o “sequestro” dos dois, sem mandado judicial.
“O procurador-geral do Estado foi retido no Aeroporto de Viru Viru de maneira informal, sem qualquer documento ou ordem de prisão que pudesse esclarecer a razão dessas ações policiais ilegais que vêm ocorrendo em nosso país”
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