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Argentina barra jornalista brasileiro, que vê motivação política

Rogério Tomaz Jr. teve residência cancelada e recebeu proibição de entrada por cinco anos; documentos citam regras migratórias.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 08:41 · 2 min de leitura
Argentina barra jornalista brasileiro, que vê motivação política
Foto: Darío Crusafón / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.5 es)

O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. foi impedido de entrar na Argentina na segunda-feira (12), ao desembarcar no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires. Segundo a Agência Brasil, as autoridades migratórias cancelaram sua residência permanente e estabeleceram uma proibição de reingresso por cinco anos.

Crítico do governo Javier Milei, o profissional suspeita de motivação política. Os documentos que ele encaminhou à agência, porém, apresentam uma justificativa migratória. A suspeita relatada não está comprovada como causa da decisão.

Divergência sobre a residência

Tomaz informou ter obtido residência permanente em janeiro de 2022 e afirmou que seu documento teria validade até 2037. Segundo o relato, as autoridades argumentaram que ele não permaneceu tempo suficiente no país para manter o benefício.

O jornalista contestou essa interpretação e disse ter continuado a viajar para a Argentina. Em 2026, afirmou ter passado 36 dias no território argentino. Também declarou que não havia sido avisado sobre a revogação da permissão.

Os documentos apresentados indicam que o cancelamento se apoia em um decreto de 2025 sobre descumprimento das condições de residência. O profissional disse que a medida foi adotada em agosto, depois de sua saída do país.

Suspeita e reação das entidades

Tomaz relacionou a decisão a embates recentes com apoiadores e integrantes do governo argentino nas redes sociais, incluindo o responsável pela comunicação digital da Presidência. Essa relação é a interpretação do jornalista, não uma conclusão demonstrada pelos documentos consultados.

Ele afirmou não ter cometido delito e relatou tratamento cordial pelas funcionárias que conduziram o procedimento. Também disse poder recorrer da sanção, embora avalie como difícil recuperar a residência.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional dos Jornalistas repudiaram a deportação e manifestaram solidariedade. As entidades defenderam o exercício da profissão sem perseguição governamental.

O brasileiro retornou ao país e tinha deslocamento previsto para Brasília, onde mora. Ele informou que havia viajado para produzir registros sobre a economia argentina e trabalha em um livro sobre o governo Milei.

O caso reúne uma decisão migratória documentada e uma alegação de motivação política que ainda exige comprovação. Manter essa distinção é essencial para descrever o episódio e a contestação do jornalista.

Fontes consultadas
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