Cultura

Arcebispo de Aparecida pede paz e atenção à fome no feriado

Dom Mário Antônio da Silva celebrou a missa solene e defendeu cuidado com pessoas vulneráveis e desarmamento.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 08:41 · 2 min de leitura
Arcebispo de Aparecida pede paz e atenção à fome no feriado
Foto: a12.com/santuario/Agência Brasil

O arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, defendeu a paz, o desarmamento e a atenção às pessoas que enfrentam fome e pobreza durante a missa solene de segunda-feira (12). A celebração das 9h integrou a programação do dia de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional, em São Paulo.

Segundo a Agência Brasil, a homilia também mencionou famílias, crianças, jovens, idosos, guerras e destruição da natureza. O religioso relacionou a prática da fé ao cuidado com situações concretas de sofrimento.

Mensagem sobre convivência

Dom Mário afirmou que a construção da paz é incompatível com o ódio a quem pensa diferente. O pedido foi apresentado no sermão em meio a um período de mobilização política para o segundo turno das eleições.

Entre os presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Saúde Alexandre Padilha. A presença de autoridades não altera o caráter religioso da cerimônia nem permite atribuir apoio eleitoral a todos os participantes.

Após a missa, o arcebispo foi perguntado sobre a discussão em torno do título de padroeira do Brasil. Ele disse não temer a perda da importância de Nossa Senhora Aparecida na vida dos devotos e evitou projetar cenários políticos.

Flávio Bolsonaro, mencionado na controvérsia, negou ter intenção de retirar o título. A negativa faz parte do contexto da pergunta feita ao arcebispo e precisa acompanhar a descrição do debate.

Romaria e história

Os administradores do santuário estimavam receber cerca de 150 mil pessoas no feriado. Esse valor era uma previsão divulgada para o dia, não um balanço definitivo de visitantes.

A cobertura registrou romeiros que chegaram em excursões e também a pé. Um participante contou ter caminhado 172 quilômetros da zona leste da capital paulista, enfrentando chuva e calor durante cinco dias.

O título de padroeira foi estabelecido por decreto do papa Pio XI em 1930 e proclamado em cerimônia no Rio de Janeiro em 1931. O feriado nacional de 12 de outubro foi instituído em 1980.

As celebrações associam essa história religiosa às experiências dos peregrinos. Na mensagem do arcebispo, o centro foi a responsabilidade com quem enfrenta vulnerabilidade e a defesa de uma convivência sem violência.

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