Arcebispo de Aparecida pede paz e atenção à fome no feriado

O arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, defendeu a paz, o desarmamento e a atenção às pessoas que enfrentam fome e pobreza durante a missa solene de segunda-feira (12). A celebração das 9h integrou a programação do dia de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional, em São Paulo.
Segundo a Agência Brasil, a homilia também mencionou famílias, crianças, jovens, idosos, guerras e destruição da natureza. O religioso relacionou a prática da fé ao cuidado com situações concretas de sofrimento.
Mensagem sobre convivência
Dom Mário afirmou que a construção da paz é incompatível com o ódio a quem pensa diferente. O pedido foi apresentado no sermão em meio a um período de mobilização política para o segundo turno das eleições.
Entre os presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Saúde Alexandre Padilha. A presença de autoridades não altera o caráter religioso da cerimônia nem permite atribuir apoio eleitoral a todos os participantes.
Após a missa, o arcebispo foi perguntado sobre a discussão em torno do título de padroeira do Brasil. Ele disse não temer a perda da importância de Nossa Senhora Aparecida na vida dos devotos e evitou projetar cenários políticos.
Flávio Bolsonaro, mencionado na controvérsia, negou ter intenção de retirar o título. A negativa faz parte do contexto da pergunta feita ao arcebispo e precisa acompanhar a descrição do debate.
Romaria e história
Os administradores do santuário estimavam receber cerca de 150 mil pessoas no feriado. Esse valor era uma previsão divulgada para o dia, não um balanço definitivo de visitantes.
A cobertura registrou romeiros que chegaram em excursões e também a pé. Um participante contou ter caminhado 172 quilômetros da zona leste da capital paulista, enfrentando chuva e calor durante cinco dias.
O título de padroeira foi estabelecido por decreto do papa Pio XI em 1930 e proclamado em cerimônia no Rio de Janeiro em 1931. O feriado nacional de 12 de outubro foi instituído em 1980.
As celebrações associam essa história religiosa às experiências dos peregrinos. Na mensagem do arcebispo, o centro foi a responsabilidade com quem enfrenta vulnerabilidade e a defesa de uma convivência sem violência.
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