Anatel libera banda S para testes da Starlink com celulares
A Agência Nacional de Telecomunicações autorizou a Starlink a usar a banda S no Brasil, um passo para desenvolver a conexão direta entre satélites e celulares. A modalidade é conhecida como D2D, sigla em inglês para direct-to-device. A empresa pretende usar a frequência para transmitir dados a aparelhos móveis, ampliando as opções de cobertura em locais sem sinal terrestre.
A autorização não libera o serviço para venda aos consumidores. A Anatel informou que a tecnologia continua em fase de testes e regulamentação. Até o momento, não há celulares disponíveis no Brasil compatíveis com a frequência autorizada, e a empresa ainda não apresentou pedido para operar comercialmente a conexão direta entre satélite e aparelho.
A Starlink afirmou que planeja lançar em 2027 satélites capazes de transmitir nessa faixa. A empresa comemorou a aprovação como uma etapa para ampliar o acesso à banda larga móvel, mas a implementação depende de etapas técnicas e regulatórias. A autorização de uma frequência é diferente da licença para prestar um serviço comercial, e não garante que a tecnologia funcione em qualquer celular.
O serviço atual da Starlink usa antenas instaladas pelo usuário para receber sinal de satélites. No modelo direto para celular, a conexão seria transmitida à faixa de frequência que aparelhos compatíveis possam captar. Mesmo nessa arquitetura, a infraestrutura terrestre ainda tem papel: estações da operadora conectam a rede de satélites à internet global.
A liberação da banda S, portanto, é um marco preparatório, não a chegada imediata de uma nova cobertura móvel. A disponibilidade dependerá de satélites, aparelhos compatíveis, autorização de operação e condições técnicas definidas pela Anatel. Até que essas etapas sejam concluídas, os clientes brasileiros continuam dependendo das formas de acesso já disponíveis.