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Agropecuária ocupa áreas vizinhas a florestas preservadas na Amazônia

Dados do MapBiomas mostram que 40% das terras próximas a estradas da região são usadas pela agropecuária, com pressão maior perto das vias.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 18:00 · 2 min de leitura
Agropecuária ocupa áreas vizinhas a florestas preservadas na Amazônia
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A agropecuária ocupa áreas cada vez mais próximas às terras preservadas da Amazônia. Os dados foram divulgados na quarta-feira (14) pelo MapBiomas, com base na Coleção 11 do projeto, que reúne informações sobre cobertura e uso da terra no Brasil entre 1985 e 2025.

Em 2025, a agropecuária ocupava 65,2 milhões de hectares na Amazônia. Desse total, 13,6 milhões de hectares estão no entorno de áreas onde a legislação protege a vegetação nativa, como terras indígenas e unidades de conservação.

Estradas como vetor

Um dos destaques do estudo é a relação entre a ocupação e as vias. O levantamento considerou os 618 mil quilômetros de estradas mapeadas na Amazônia. Em uma faixa de até cinco quilômetros dessas vias, há 157 milhões de hectares. Nessa área, 40,2% são ocupados pela agropecuária, o equivalente a 63 milhões de hectares, ou mais de 96% de toda a área que a atividade ocupa no bioma.

Conforme a distância das estradas aumenta, a participação da agropecuária diminui. Ou seja, quanto mais perto da via, maior a chance de a terra estar sendo usada para pasto ou lavoura.

Pressão sobre áreas preservadas

A proximidade das estradas também representa pressão sobre as áreas onde a vegetação nativa responde por cerca de 98% do território. Estradas facilitam o acesso, o transporte de produtos e a abertura de novas áreas, o que tende a acelerar a ocupação de terras vizinhas.

Por que o dado importa

O estudo ajuda a entender onde estão as frentes de pressão sobre a floresta. Com esse mapa, órgãos ambientais podem concentrar fiscalização e planejamento em trechos de maior risco, especialmente ao redor das unidades de conservação e das terras indígenas.

Para o debate público, o levantamento mostra que a expansão agropecuária não ocorre de forma aleatória, mas segue a infraestrutura de transporte. Isso torna a construção de estradas um tema central nas discussões sobre desmatamento na região.

Fontes consultadas
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